(in)Cultos das Internétes — A Rede não Esquece

(H)Errar é um dom do ser (H)Umano, criado pelo ser Humano, avaliado pelo ser Humano, e temido pelo ser Humano. O erro não existe sem uma comunidade composta por indivíduos, indivíduos estes que estabeleceram as regras para a classificação de comportamentos. Ironicamente, porém, o erro é uma invenção cuja definição é essencial à sua própria ausência. Esta, por sua vez, estrutura aquilo que é a perfeição, outra conceptualização ideal daquilo que o Homem fez, e ainda faz, enquanto omnipresente nesta real ambiguidade. Dito isto, é evidente que a um erro é sucedida uma punição, um estímulo o qual, nas proporções correctas, poderá ser convertido numa bênção…

— … isto é, antes da invenção da Internet, claro está! —

Actualmente, até um pequeno erro pode ser registado e revisitado por um longo período de tempo. Estaremos nós, seres da Era Informática, perante uma situação onde o limite entre o erro simples/inocente e gravemente irreversível é praticamente inexistente? Ponderar-se-á a hipótese de consistir num preço a pagar pela aparente liberdade de expressão do sistema Democrático?… Ou será o contrário?

Enfim, não é isso que importa, mas já que os erros foram cometidos e registados, há-que encará-los de cabeça erguida e encará-los como um acto de humor, daqueles a que muito precisamos de assistir numa sociedade mórbida encoberta por uma camada de máscaras.

“Devirtam-se!”

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